Dia 11 de abril, membros da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor realizaram a primeira Audiência Pública destinada a discutir as obras não iniciadas, paralisadas ou atrasadas de creches e pré-escolas no País, dentro do ciclo de encontros denominado Diálogos de Transparência.

Requerida pelo senador  Rodrigo Cunha, presidente da Comissão, a audiência foi o ponta pé de um trabalh/ que está só começando: descobrir porque o poder público engatou a mar23457/*-+os investimentos de creches e pré-escolas no País.

Os levantamentos iniciais são assustadores: atrasos e abandono atingem pelo menos 1.700 obras espalhadas pelo Brasil. Rodrigo Cunha aponta para um cenário injustificável:

“Tão danoso quanto a corrupção é a má utilização dos recursos públicos”, aponta o senador, antecipando que os debates vão ajudar a identificar os motivos por trás dessa paralisia e buscar caminhos para solucionar o problema.

“É preciso ter transparência”, defendeu o senador. Ele informa que, somente em Alagoas, um dos menores estados da Federação, 46 obras voltadas à educação na primeira infância estão paradas.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um terço das crianças mais pobres do País na faixa de 0 a 3 anos está fora da creche por falta de vagas.

A ausência de creches para essa parcela da população repercute negativamente por toda a vida da criança que foi excluída da sala de aula na primeira infância. É nessa fase que está sendo desenvolvido o potencial cognitivo e social da criança. Os danos também contaminam o  potencial produtivo de pais e mães.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas indica que a rede de creches públicas instalada no Brasil só atende a 30% das crianças.

Acompanhe o trabalho do Rodrigo Cunha




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